Criança também tem seu poder pessoal

Muitas vezes estabelecemos disputas de poder com nossos filhos. Queremos mostrar quem manda e quem obedece. Esperamos respeito incondicional à nossa autoridade. Só nossa voz e nosso poder é que valem, afinal, somos os adultos e “sabemos o que é melhor pra eles”.

Mas a criança também tem seu poder pessoal. E vai lutar com todas as forças para mantê-lo, puxando o cabo de guerra pro outro lado. Uma criança submissa é aquela que abriu mão do seu poder, se resignou, desistiu de lutar. E não é um adulto assim que esperamos formar, né? Não alguém que não lute pelo que acredita e aceite todo tipo de injustiça de cabeça baixa.

Sabe aquela frase “Quando um não quer, dois não brigam”? Pois é, pra acabar com as disputas de poder, alguém terá que SOLTAR A CORDA. E quem tem mais maturidade, autocontrole e pensamento crítico para fazer isso de forma consciente? A criança em formação ou o adulto com cérebro desenvolvido?

Soltar a corda não significa não dar limites (limites são fundamentais), mas fazê-lo com gentileza e RESPEITO MÚTUO. Fazemos isso dando voz a nossos filhos, criando vários combinados em conjunto (não apenas arbitrariamente de cima pra baixo), dando escolhas limitadas, incluindo a criança nas atividades da casa para que se sinta útil, capaz, importante, aceitando que não é legal usar a força para o filho obedecer, mas que podemos lhe dar tempo e instruções para que aprenda e resolva colaborar por sua própria decisão, tendo reuniões de família, conversando sobre emoções, investindo em conexão e tempo de qualidade com nossos filhos, ouvindo-os de verdade (não apenas para responder ou dar sermão) etc etc.

Nós somos autoridade como pai/mãe e precisamos mesmo exercer esse papel, dando a segurança de que nossos filhos precisam. Mas ser autoridade não significa agir de forma autoritária e desrespeitosa. Até porque, quanto mais puxarmos a corda, mais a criança puxará para o outro lado e essa luta pode não ter fim, ou causar enormes abismos emocionais entre pais e filhos.

Experimente soltar a corda e direcionar o poder do seu filho para coisas positivas!

Você já tentou? Me conta como foi!

Por Cristina Nunes


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